sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Mutirão do Lixo Eletrônico

Recicle. Não descarte essa idéia




"O que fazer quando um celular, uma pilha ou uma bateria deixa de ter utilidade?". Se você nunca parou para pensar sobre o assunto, é melhor se preocupar. Também chamado de e-lixo, o lixo eletrônico sem descarte devido pode acabar contaminando o solo, além de rios e lençóis freáticos, gerando sérios danos ao meio ambiente e a saúde humana.

O avanço do consumo por esses produtos nas última décadas (por exemplo: até maio desse ano, o Brasil tinha mais de 130 milhões de aparelhos celulares) somado ao desconhecimento da população sobre o descarte adequado faz com que a situação seja ainda mais preocupante.

Produtos eletônicos contém, entre outros componentes, substâncias tóxicas e metais pesados, como Mercúrio, Cádio, Arsênio e Chumbo, que em contato com manaciais e o solo, podem ser responsáveis a uma série de doenças.

Pensando nisso, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente de São Paulo (SMA) organizou o Mutirão do Lixo Eletrônico, visando, através da participação da sociedade, estimular a conscientização e a educação ambiental. O Mutirão também se estende para computadores, televisores, rádios, lâmpadas, e outros tipos de lixo eletrônico. O material será recolhido em pontos de coleta em todo o Estado, para depois ser descaracterizado e destinado de forma correta.

No site do Mutirão você pode conferir aonde está o ponto de coleta mais perto de você, assim como ver quais são as atividades programadas que irão acontecer na sua cidade. Aproveitem o site, têm bastante informação legal!

http://www.ambiente.sp.gov.br/mutiraodolixoeletronico/default.htm



segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Na medida certa

... e com que roupa eu vou? ...



Nesses últimos dias a ONU (Organização das Nações Unidas) recomendou que seus funcionários e corpo diplomático troquem a roupa tradicional por uma que seja mais adequada com a situação climática atual, ou seja, fazendo com que as pessoas deixem no guarda-roupa o costumeiro terno e gravata por roupas mais leves.

A iniciativa faz parte de um novo programa de economia energética, e é conhecida como "Cool UN", que tem como objetivo reduzir a potência do ar condicionado das salas de conferências da organização. Estimativas da ONU calculam que a diminuição do consumo de ar condicionado permitirá não apenas reduzir os gastos com energia do edifício em cem mil dólares, mas principalmente também evitar a emissão de 300 toneladas de dióxido de carbono, o gás apontado como o principal responsável pelas alterações climáticas.

Por outro lado, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, informou que o padrão exigido de vestuário para os cerca de cinco mil funcionários será mais flexível, permitindo que estes possam adaptar-se ao aumento da temperatura ambiente. Segundo o próprio idealizador do projeto, Michael Adlerstein: "Não vamos nos transformar em polícias da moda, mas o que procuramos é que as pessoas possam vestir roupas mais frescas". Muito bem colocado heim.

Pois bem, recentemente estive em discussão com meu pai, pois eu defendia a idéia que num país tropical como o Brasil, não existe uma razão verdadeiramente lógica que explique os motivos pela indumentária "pesada" que é utilizada no ambiente administrativo nacional, a não ser, obviamente, os aspectos históricos-culturais. É claro que não estou sugerindo que as pessoas devem trabalhar de chinelo e camiseta regata, mas certamente a quantidade de horas de ar condicionado ligado será muito menor para propiciar um ambiente agradável se deixarmos em casa descansando o paletó.

Esperamos que o programa da ONU não dure somente no mês de agosto, mas que possa ser incorporado a cultura organizacional desse órgão, e que muitas outras empresas, organizações e governo possam refletir e adotar essa medida, que com certeza, economiza energia, evita o desperdício e contribui muito com o meio-ambiente.

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terça-feira, 8 de julho de 2008

G-8 e as Mudanças Climáticas

(Des)compromisso Climático


Hoje, enfim, depois de muito tempo, parece que os representantes das maiores economias mundiais resolveram aceitar e enxergar a verdade: que as mudanças climáticas são uma realidade e medidas devem ser tomadas para que a situação seja controlada. Esse ano, em Toyako, no Japão, durante o encontro anual do G-8 (EUA, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Rússia), a pauta das discussões esse ano envolvem principalmente a elevação do preço do barril de petróleo e dos alimentos, a fome mundial, o desenvolvimento da África e as mudanças climáticas.

Nesta terça-feira os oito representantes, reunidos, chegaram a um acordo que estipula uma redução de 50% das reduções de CO2 até 2050. Obviamente, medidas de médio prazo e políticas nacionais serão necessárias para que essa redução realmente ocorra. o G-8 informou também que pretende trabalhar com a ONU visando uma diminuição dos gases por todos os países, principalmente por aqueles em desenvolvimento acelerado, como China, Índia e Brasil.

Porém, ambientalistas criticaram severamente o acordo e lamentaram o compromisso climático "patético" do G-8. No ano passado, em Heiligendamm, Alemanha, o G8 havia se limitado em dizer que seus países membros levavam "seriamente em consideração" a possibilidade de uma redução das emissões de CO2 para frear o aquecimento global. Esse ano, apesar do anúncio desse acordo de redução, ativistas, ambientalistas e ONGs envolvidas com a causa ambiental criticaram a falta de compromisso com as metas intermediárias e disseram que a meta de 2050 é insuficiente, porque muitos cientistas alegam que seria necessário reduzir as emissões a menos de metade dos níveis atuais para evitar catástrofes climáticas - (Na minha opinião, as catástrofes climáticas já começaram).

"O G8 é responsável por 62% do dióxido de carbono acumulado na atmosfera terrestre, o que faz dele o principal culpado pela mudança climática e a maior parte do problema. [...] O WWF considera patético que eles ainda se esquivem de sua responsabilidade histórica", disse a WWF em resposta ao comunicado do grupo sobre a questão climática.

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quinta-feira, 5 de junho de 2008

Semana do Meio Ambiente



Essa semana é celebrada como a Semana do Meio Ambiente, e hoje, dia 5 de Junho, mais precisamente, se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia. A data foi recomendada pela célebre Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, realizada em 1972 em Estocolmo, Suécia.


Esse ano, durante essa semana, muito foi dito sobre o tema, inclusive impulsionado pela divulgação dos dados de abril sobre o desmatamento da Floresta Amazônica (e a tendência do desmatamento aumentar, em virtude das altas nos preços da carne e da soja), e pelo discurso do novo Ministro do Meio Ambiente sobre os dados e as medidas que serão tomadas para conter o desmatamento.

Porém, nesse post eu venho divulgar um Programa que vai contra o Projeto de Lei 6424/2005, que foi modificado pela Comissão de Agricultura do Congresso, e autoriza a derrubada de até 50% da vegetação nativa em propriedades privadas na Amazônia e desobriga os responsáveis pelos desmatamentos de recuperarem o que derrubaram. Dessa forma, o Projeto de Lei (que ainda tramita aguardando votação) é praticamente um incentivo direto a favor do desmatamento e consequentemente, a favor da redução da biodiversidade e das chuvas, do agravamento do aquecimento global, das mudanças climáticas na região e no país inteiro, dos impactos à comunidade local e povos indígenas.


O Projeto de Lei citado não tem o menor cabimento, pois o desmatamento não traz desenvolvimento econômico nem melhoria na qualidade de vida da população local no médio e longo prazo. Pelo contrário, os municípios que apresentam altas taxas de desmatamento na Amazônia, onde a criação de gado domina o uso da terra, têm índices de desenvolvimento humano abaixo da média regional e nacional.

Assim, venho convidar vocês a participar e assinar o abaixo-assinado virtual, e também para saber mais sobre o assunto no site:

O site é bem legal, principalmente a parte de divulgação da Campanha. Assim que a pessoa envia sua assinatura, ela ganha uma folha, e quando convida outras pessoas, vai juntando outras folhas junto com a sua, e dá pra acompanhar se os convidados também já assinaram. Também traz informações sobre os Deputados, como telefone e email, caso você queira entrar em contato e fazer mais do que simplesmente colocar seu nome no abaixo-assinado.


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terça-feira, 13 de maio de 2008

Por um país com Desenvolvimento Limpo

Apesar de todo esse tempo que eu não postava nenhum assunto novo, hoje infelizmente venho escrever aqui sobre um assunto que muito me entristece. Na manhã desta terça-feira, a então Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, entregou ao Presidente uma carta pedindo desligamento do cargo, alegando falta de sustentação do governo à política ambiental.



A Ministra, uma incontestável ambientalista, ocupava o cargo desde o primeiro dia do primeiro mandato do Presidente Lula, e vinha sofrendo pressões de empresários, agricultores e pecuaristas, uma vez que era vista por estes como um "entrave" para o desenvolvimento do Brasil. Na verdade, Marina Silva visava o desenvolvimento sustentável, proporcionando o desenvolvimento da região sem que para isso ocorra a degradação do meio-ambiente. Sua renúncia é um pesar e uma enorme perda para a sociedade brasileira, uma vez que era uma das poucas grandes figuras do governo que ainda mantinham o caráter, e batalhavam pela causa ambiental no Brasil.

O Brasil hoje vive um momento muito turbulento, uma vez que o seu desenvolvimento acelerado acaba por influenciar o degradação do meio-ambiente, através da expansão da fronteira agrícola, desmatamentos, concessões florestais, falta da fiscalização adequada no que se refere a questões no setor, poluição de nascentes e mananciais, entre outras tantas. Esse é o momento sim, em que o Brasil precisa incentivar o desenvolvimento sustentável, isso é, investir em uma estrutura que permita ao país crescer no mesmo rítmo, porém mantendo a conservação do meio-ambiente.

Além disso, o Brasil tende a perder credibilidade no que se refere a preservação do meio-ambiente em âmbito mundial, visto que a Ministra era tida como uma das poucas forças do governo federal que tentavam fazer com que o Brasil se inclinasse para um caminho de desenvolvimento mais "verde".

Coloco aqui para reflexão, as palavras de Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil:

"Trata-se de uma clara demonstração de que a área ambiental não tem espaço no atual governo. Ela tentou, em vão, construir uma política transversal de desenvolvimento sustentável, que envolvesse todos os ministérios e não apenas o Ministério do Meio Ambiente. Provavelmente, as seguidas frustrações nesse sentido motivaram seu pedido de demissão"

e também as palavras que demonstram não sentir tanto com a saída da Ministra:

"Espero que o próximo ministro não seja tão radical quanto a Marina. Ela era uma barreira para o desenvolvimento econômico do Brasil" segundo Rui Prado, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do MT. (*)

Caso a Ministra Marina Silva não repense sua posição em relação a decisão de renúncia do cargo, eu espero realmente que o Presidente não ceda as pressões dos empresários agropecuaristas que invocam por uma pessoa que tenha menos ideais ambientais, mas que ele possa reflitir bastante sobre o nome que indicará para a pasta, de modo que o futuro Ministro do Meio Ambiente também seja uma pessoa honrada e com ideais ecológicos, contribuindo assim para a preservação, conservação e recuperação da fauna e flora brasileira.


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(*) Fonte das citações:

sábado, 12 de abril de 2008

Ampliando Conceitos



... 3 ... 4 ... 5 ... 6 ...




Um conceito ambiental muito conhecido e apontado como caminho para solucionar o problema do lixo é o Princípio dos 3 R´s, que foi apresentado na Agenda 21.

O primeiro R significa Reduzir. Ou seja, significa consumir menos produtos, e preferir aqueles que ofereçam menor potencial de geração de resíduos e tenham maior durabilidade.

O segundo R significa Reutilizar. É poder reaproveitar o produto, ou poder utilizar novamente as embalagens, por exemplo, os potes plásticos de sorvetes servem para guardar alimentos ou outros materiais.

O terceiro R significa Reciclar. A reciclagem envolve a transformação dos materiais para a produção de matéria-prima para outros produtos, por meio de processos industriais ou artesanais, ou seja, é fabricar um produto a partir de material usado. Para melhor eficiência no processo e reciclagem, é importante fazer a separação do lixo já no local da coleta. A separação também permite que resíduos perigosos tenham um transporte e descarte mais adequado.

Bom, até aí tudo bem. O que foi novidade para mim foi saber que esse conceito está sendo ampliado.

Segundo o site do Ministério do Meio Ambiente, o Instituto Akatu sugere a inclusão de mais um R, que deve ser praticado antes dos 3 R´s originais. Esse seria o R do Repensar. Estaria intimamente ligado ao conceito do consumo consciente. Assim, Repensar trata-se da reflexão sobe os seus atos de consumo e os impactos que eles provocam sobre você mesmo, a economia, as relações sociais e o meio-ambiente.

Outro R que descobri que também já se coloca perto do Princípio dos 3 R´s é o do Reaproveitar Energia. Este é diretamente relacionado com o R da reciclagem, e traz com ele a idéia do reaproveitamento da energia embutida naquele produto e da economia de energia gasta na fabricação de um novo produto, que seria minimizada com a reciclagem.



[update 15/04]

E hoje tomei conhecimento de mais um outro R que também se aproxima do Princípio: O R do Repartir, ou seja, do repartir todos os ganhos, benefícios, etc (inclusive a educação) com os stakeholders envolvidos no processo. Assim, todo o conhecimento que ela adquire com os processos mais eficientes que adota, bem como toda a economia de escala, melhor eficiencia das atividades, etc. são retransmitidos para seus clientes, fornecedores, funcionários, investidores, governo, sociedade e meio-ambiente.

É claro, esses 2 últimos R´s citados são mais adequados quando se pensa em uma organização, mas também podem ser olhados do ponto de vista da pessoa em si como compradora de certo produto e como cidadã.


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quinta-feira, 3 de abril de 2008

Uma sociedade mais consciente

com certeza, ainda tem jeito


Para aqueles que só conseguem enxergar com maus olhos a sociedade moderna, tivemos essa semana dois casos que chamaram minha atenção, e que nos levam a ver que existem pessoas (e não são poucas) que também compartilham dos mesmos sonhos e desejos por um mundo melhor, e que fazem alguma coisa por isso!

No dia 28 de março, ocorreu em São Paulo mais uma Bicicletada (Critical Mass) na Avenida Paulista. Mais de 100 pessoas, que assim como praticamente todo mundo, deseja menos congestionamento, menos acidentes, menos poluição, menos barulho e mais lazer e convivência entre as pessoas, resolveram mostrar aos motoristas estressados que há soluções de transporte melhores que o carro. Bom, isso não tem nada de muita novidade, e embora a procura e o uso de bicicletas nos grandes centros urbanos vem aumentando, essa mudança no comportamento das pessoas ainda é bem mais lento e infinitamente inferior a quantidade de carros que são lançados diariamente nas vias urbanas.

Mas a questão trânsito fica pra um outro post. A questão que eu coloco aqui hoje é a atitude dessas pessoas, que não ficaram de braços cruzados em casa reclamando da poluição, do barulho e dos engarrafamentos, mas saíram a rua pra chamar a atenção, e divulgar de alguma forma a sua idéia mais clean para as pessoas.


E ontem tivemos mais um fato importante. No dia 2 de abril, o presidente da Câmara Arlindo Chinaglia recebeu de representantes de organizações sociais da área de Saúde um abaixo-assinado com cerca de 600 mil assinaturas a favor da proposta do Projeto de Lei 2733/08, que amplia a restrição de propaganda de bebidas de teor alcoólico entre 0,5 e 13 graus (na escala de Gay-Lussac), como cervejas, vinhos, espumantes e "ices". Embora a medida seja um avanço, a publicidade de bebida alcoólica deveria acabar, uma vez que se trata de um produto nocivo à saúde, segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, Henrique Gonçalves. De qualquer forma, já é alguma coisa. E alguma coisa sempre vai ser melhor do que nada.

Da mesma maneira, não trato da questão do consumo de alcool, e sim de como a sociedade pode fazer ouvir a sua voz com pequenos gestos. E como esses gestos podem se transformar em grandes atitudes quando somados. As assinaturas já dão um peso maior a favor do Projeto, e esperamos agora que realmente seja aprovado.


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